A
Sulcar tem consciência ambiental
A
Bateria e sua história
Em 1800 o italiano Alessandro Volta, criou a pilha não recarregável.
Em 1859 o francês Gaston Plantê aperfeiçoou o invento
que passou a ser recarregável. Em 1912, surgiu sua utilização
em ignição de automóveis. Hoje, as baterias são
responsáveis pelo gerenciamento eletrônico dos veículos.
Estima-se que entre os anos de 1998 e 1999, a produção
de baterias, passou a ter abrangência mundial, onde os Estados
Unidos respondem por 40%, a Europa 30% e o Japão 12,5%.
Baterias
de Chumbo-Ácido
Baterias de chumbo-ácido são conjuntos de acumuladores
elétricos recarregáveis, interligados convenientemente,
construídos e utilizados para receber, armazenar e liberar
energia elétrica por meio de reações químicas
envolvendo chumbo e ácido sulfúrico (ABNT).
A
maior parcela do chumbo atualmente consumido no mundo destina-se à
fabricação de acumuladores elétricos para diferentes
fins. As baterias chumbo-ácido são universalmente utilizadas
como fonte de energia em veículos automotores, em sistema de
fornecimento de energia elétrica e em produtos de consumo em
geral.
Quando
essas baterias chegam ao final de sua vida útil devem ser coletadas
e enviadas pelos fabricantes para unidades de recuperação
e reciclagem, conforme Resolução CONAMA 257. Esta providência
garante que seus componentes perigosos (metais e ácido) fiquem
afastados de aterros e de incineradores de lixo urbano e que o material
recuperado possa ser utilizado na produção de novos
bens de consumo. Todos os constituintes de uma bateria chumbo-ácido
apresentam potencial para reciclagem. (clique aqui e conheça
os processos de reciclagem das baterias chumbo-ácido)
Uma
bateria que tenha sido impropriamente disposta, ou seja, não
reciclada, representa uma importante perda de recursos econômicos,
ambientais e energéticos e a imposição de um
risco desnecessário ao meio ambiente e seus ocupantes.
As
baterias automotivas e industriais, estacionárias e tracionárias,
contém chumbo na massa positiva, na massa negativa, nas grelhas
e conexões e ainda na solução eletrolítica
de ácido sulfúrico; portanto, nas instalações,
durante o uso das mesmas, no transporte, manutenção,
armazenamento temporário e na disposição final,
cuidados devem ser tomados para que não ocorra vazamento de
chumbo e ácido sulfúrico que exponha os usuários
e contamine o solo, ar e água. Se após o seu esgotamento
energético essas baterias não forem segregadas e seu
conteúdo reciclado, causarão ameaça ambiental
significativa.
Quanto
é reciclado?
Nos
países desenvolvidos a reciclagem está próxima
de 95% enquanto que no Brasil a reciclagem fica em torno de 80%, sendo
que nas grandes áreas urbanas chegam a 85% e em áreas
mais remotas, pouco é recuperado.
Conhecendo
o material
Os componentes básicos de uma bateria são Placas Positivas
e Negativas: São grades produzidas com uma liga onde é
aplicada uma massa de PbO (óxido de chumbo) adicionada de outras
substâncias que responderão por determinadas reações.
Estão diferenciadas em placas positivas e negativas e são
responsáveis pelo acúmulo e condução da
corrente elétrica:
Separadores: Executado em polietileno, são envelopes que evitam
o contato direto entre as placas positivas e negativas para que não
ocorram assim curtos circuitos.
Caixas:
Servem para acondicionar os elementos e a solução eletrolítica.
Conectores:
Servem para a interligação dos elementos da bateria
para formação do circuito.
Terminais:
Pólos positivos e negativos da bateria.
Solução:
Composta por 35% de ácido sulfúrico e 65 % de água
destilada. Essa solução é indispensável
às reações químicas que poderão
ocorrer.
Como funciona: Bióxido de chumbo (PbO2) , é
uma substância que possui grande tendência de receber
elétrons , enquanto que o chumbo metálico (Pb), tem
uma grande tendência de doar elétrons; a isso chamamos
diferença de potencial. O meio utilizado para transferência
de elétrons no caso das baterias automotivas é a solução
de ácido sulfúrico, pela sua boa estabilidade térmica,
alta condutividade iônica, baixo nível de impurezas e
baixo custo.
O
processo de reciclagem de bateria é dividido em trituração
da sucata de bateria com separação do plástico;
reciclagem propriamente dita deste plástico e recuperação
de grelhas de chumbo ligado. O chumbo segue o processo de: separação,
fundição, refino, lingoteamento até a fabricação
de novas baterias. O plástico é recuperado e reutilizado
na produção de caixas e tampa de novas baterias.
A
solução ácida é estocada e neutralizada
(mistura de cal para iniciar processo de destilação),
filtrado para recuperação dos óxidos e a solução
retorna para reutilização.
Qual
o peso desses resíduos no lixo?
Não há um substituto economicamente interessante para
o chumbo, das baterias automotivas e industriais chumbo-ácido.
Estima-se que das 5,5 milhões de toneladas do metal produzida
anualmente no mundo, cerca de 50% são devido a produção
secundária, ou seja, devido à reciclagem propriamente
dita. As baterias automotivas e industriais de chumbo ácido
representam 70% do emprego mundial do metal chumbo, com uma vida útil
de 20 a 60 meses.
A
reciclagem formalizada das baterias de chumbo ácido e a alternativa
que se mostra mais adequada para compatibilizar interesse de economia
e proteção ao meio ambiente.
Valor
O Brasil não é produtor de chumbo primário, dependendo
100% de importações para suprir sua demanda. Com a Convenção
de Basiléia, as baterias chumbo-ácido foram classificadas
como resíduo perigoso e tiveram seu comércio internacional
afetado. Tivemos um impacto significativo na economia ligada a este
metal, uma vez que o preço do metal primário é
superior ao preço da bateria no final da vida útil.
Este fato, associado com a promulgação de legislação
específica.
A
Resolução CONAMA 257 favoreceu a crescente demanda de
reciclagem deste material no país.
Todos
os estabelecimentos que comercializam baterias, são obrigados
a aceitar a devolução de baterias usadas de qualquer
marca, e preservar a solução ácida (não
jogando em esgotos, nem adicionando água).
Cuidando
desta forma, para que o manuseio seja efetivado de forma adequada,
evitando o tombamento das baterias em qualquer situação
de armazenamento ou transporte para que não haja vazamento
da solução ácida.
Conhecendo nossas limitações
No senso prático, a reciclagem de um metal deve considerar:
A
quantidade e a pureza do material recuperado, Os mercados para o reciclado,
O valor unitário do metal, Os custos de coleta, entrepostagem
e transporte, A quantidade, a periculosidade e os custos de tratamento
e disposição dos resíduos do reprocessamento,
Custo final da operação como um todo.
Os
fatores que mais influenciam na disponibilidade de materiais (metais)
para reciclagem são:
A
quantidade que foi colocada no mercado, no período de tempo
passado equivalente a uma vida útil média desse material,
A disponibilidade local de produtos descartados contendo metais em
formas e quantidades interessantes, O projeto do produto em termos
de facilidade de reciclagem (produtos projetados para serem reciclados),
A
extensão, o grau de capilaridade, a eficiência do sistema
de coleta, entrepostos e a distribuição de produtos
pós-consumo.
Destinação
Não se deve armazenar baterias de chumbo-ácido em lixões
(vazadouros a céu aberto) sob pena de provocar malefícios
à saúde pública através da contaminação
de solo, cursos d’água e lençóis freáticos.
No
programa de coleta, todos os estabelecimentos que comercializam baterias
são obrigados a receber as baterias usadas de qualquer marca,
preservar a solução ácida (não jogando
em esgotos , nem adicionando água). Cuidar para que o manuseio
seja efetuado de forma adequada, evitando o tombamento das baterias
em qualquer situação de armazenagem ou transporte para
que não haja vazamento da solução ácida.
A
Resolução CONAMA 257 em seu parágrafo único
do art. 1º " As baterias industriais constituídas
de chumbo, cádmio, e seus compostos, destinados a telecomunicações,
usinas elétricas , sistemas ininterruptos de fornecimento de
energia, alarme, segurança, movimentação de cargas
ou pessoas , partida de motores diesel e uso geral industrial , após
seu esgotamento energético, deverão ser entregues pelo
usuário ao fabricante ou ao importador ou ao distribuidor da
bateria , observando o mesmo sistema químico , para os procedimento
referido no caput deste artigo".
A
armazenagem de baterias usadas de chumbo-ácido deverá
ser feita em local coberto, com piso apropriado (concreto), com muretas
ou caneletas ou recipiente tal que se possa ser usado como contenção.
Em caso de vazamento, devem ser mantidas separadas de baterias novas
e de outros produtos.
O
transporte de bateria chumbo ácido deve estar de acordo com
o Decreto Lei nº 96044 de 18 de maio de 1988, recentemente substituído
pela resolução ANTT 420 de 2004 que trata do transporte
rodoviário de produtos perigosos com muita clareza, legislação
e normas técnicas complementares como segue: os veículos
deverão ter afixados painéis de segurança (placas),
contendo:
Número de Risco: 80 (produto corrosivo)
Número
da ONU: 2794 (Classe 8 - aplicável para baterias elétricas
úmidas contendo solução ácida líquida)
Classe
ou subclasse de Risco: 8 (Descrição da Classe ou subclasse
de Risco: Corrosividade)
O
motorista credenciado através de curso MOPP - Movimentação
Operacional de Produtos Perigosos e carga lonada ou caminhão
baú. O veículo deverá ter Kit de emergência
e EPI. O motorista deve manter envelope com ficha de emergência
com instruções para acidentes, incêndio, ingestão,
inalação, fone de contato, etc.
Fontes: CEMPRE - Compromisso Empresarial para a Reciclagem, ABINEE
- Associação Brasileira da Indústria Elétrica
e Eletrônica. Ministério dos Transportes, Ministério
do Meio Ambiente, Portal O Carreteiro, ANTT - Agência Nacional
de Transportes Terrestres